A 17.ª edição das Jornadas FCCNque decorreu na Faculdade de Economia da Universidade do Porto e que teve esta instituição como principal parceira, atingiu números históricos. 

Os três dias de evento foram marcados pela partilha de conhecimento e a promoção da ligação entre a comunidade, bem como momentos de networking e partilha.  

“Foi um prazer ser o pivot da organização destas Jornadas, com uma equipa muito descomplicada e sempre disponível, quer da Universidade do Porto como da FCCN, numa bela cidade e edifício. Batemos o record de inscrições, temos também cada vez mais temas e sessões paralelas e, por tudo isso, foram umas excelentes Jornadas”, destacou João Gomes, diretor de área da FCCN, unidade de serviços digitais da FCT, e responsável pela organização desta edição do evento.  

Segundo Ana Camanho, Vice-Reitora da Universidade do Porto “esta edição reforça a importância das Jornadas como ponto de encontro da comunidade que utiliza e que desenvolve os serviços digitais em Portugal. Para a Universidade do Porto é muito importante receber o evento, já que revela o nosso trabalho para afirmar esta área como essencial e estratégica e reconhece também os contributos conquistados pela Universidade”.  

Evento alcança o maior número de inscrições e patrocinadores de sempre 

No total, as Jornadas FCCN 2026 registaram 1232 inscrições ao longo dos três dias, contando com 118 oradores nas 43 sessões, entre palestras e workshops 

Também nesta edição foi alcançado o maior número de patrocinadores desde a criação do evento. Foram 44 as empresas que apoiaram o encontro, revelando a cada vez maior aposta da comunidade empresarial na iniciativa. Destes, 20 foram patrocinadores platina, tendo a oportunidade de partilhar a sua atividade e conhecimento nas sessões da conferência.  

O encontro ficou também marcado por momentos que permitiram o networking entre participantes e patrocinadores e o contacto com as tradições do Norte de Portugal.  

No dia 5, a Happy Hour contou com o apoio da EasyVista e Symplifyr, e reuniu centenas de participantes que puderam, num momento que remeteu para a festividade do São João, aproveitar um final de tarde com música e comida característica da ocasião.  

O segundo dia evento iniciou-se com a sessão Plenária, contando com as palavras de boas-vindas de João Gomes, diretor de área da FCCN, com a intervenção de João Nuno Ferreira, vice-presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e de Madalena Alves, presidente mesma instituição. Também João Barros, presidente da nova Agência para a Investigação e Inovação, e Ana Camanho, vice-reitora da Universidade do Porto, participaram na sessão. De seguida, os keynote speakers António Murta e Rui Campos partilharam o seu conhecimento em sessões dedicadas à relação entre investigação e inovação e à Conectividade, respetivamente.  

A manhã de dia 6 de maio ficou marcada também pela atuação do grupo Sons do Douro, seguindo-se os Zappings da FCCN e Comunidade.  

Mais tarde, cerca de 360 participantes estiveram presentes no espaço emblemático do Palácio da Bolsa para o Jantar Social, e puderam também assistir a um momento de música clássica, com a atuação de um tenor e uma soprano.  

A comunidade celebrou os 40 anos da FCCN 

Nesta edição, o desafio colocado à comunidade de ensino e investigação foi a de darem nome à reserva comemorativa dos 40 Anos da FCCN, criando o nome e as notas desta edição única de Vinho do Porto. O passatempo contou com o apoio da Fortinet e registou quase 100 participações.  

O grande vencedor foi Pedro Miguel Silva, do iBET, que escolheu o nome Fiber Core Cabernet Noble, explicando que “O FCCN Fiber Core Cabernet Noble personifica a infraestrutura digital portuguesa: um vinho de “backbone” robusto e taninos estruturados. Equilibra conectividade e segurança através de um bouquet harmonioso, garantindo alta disponibilidade de sabores. É uma reserva de confiança, onde a tradição da casta encontra a inovação e a estabilidade tecnológica”. Em segundo lugar ficou Marcelino Teixeira, da Arditi, que deu à sua Reserva o nome de “Vintage 40 – Latência Zero”. Em terceiro lugar ficou Maria Alexandra Costa, vindo do ISEG, e cuja participação foi “FCCN 40 Anos – Reserva do Conhecimento”. 

Innovation Hub: 10 apresentações onde “foi tudo ouvidos” 

O palco Innovation Hub foi também um dos destaques desta edição, assumindo uma nova modalidade: um palco mudo em que os participantes ouviam as apresentações através de auscultadores.  

Este sistema permitiu um maior envolvimento da plateia com os oradores, possibilitando apresentações intimistas, mesmo durante os momentos de pausa do evento. Foram 10 apresentações ao longo dos três dias de evento.  

Na sessão de encerramento da iniciativa foi anunciado o local que receberá a próxima edição da iniciativa. Aveiro, entre os dias 4 e 6 de maio, marcará o encontro em 2027, numa edição contará com o estreito apoio da Universidade de Aveiro.  

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