Go to main content
 

Estudantes dão forma ao UP2U

Estudantes dão forma ao UP2U

Estudantes da Escola Secundária Eça de Queirós começaram os trabalhos no âmbito do projeto UP2U, com uma entrevista a um criador de arte urbana.

A turma do curso profissional de Técnico de Multimédia da Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa, é responsável por um dos oito projetos piloto que marcam o arranque do projeto UP2U em Portugal. O trabalho destes estudantes centra-se na criação de uma plataforma multimédia sobre arte urbana em Lisboa. Durante o mês de março, foi realizada a primeira entrevista vídeo a um dos criadores, Patel Ribeiro.

Com um financiamento de 5 milhões de euros, no âmbito do Horizonte 2020, esta inciativa europeia assenta na colaboração entre 18 parceiros de 12 países diferentes. Em Portugal, o projeto é coordenado pela Unidade de Computação Científica Nacional da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), em parceria com o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

“O objetivo passa por aumentar o ingresso no Ensino Superior e reduzir o abandono escolar, adaptando as tecnologias e metodologias de ensino às necessidades educativas do Século XXI”, destaca Nélson Dias, membro da equipa que coordena esta iniciativa. Até ao momento, o UP2U conta com a adesão de oito escolas portuguesas, que se encontram a implementar projetos. Contudo, destaca Nélson Dias, “todas as escolas estão convidadas a participar”, alargando este número.

Aprender no terreno
De acordo com uma das estudantes que participa neste projeto, Sara Saramago, esta é uma boa oportunidade de aprendizagem. “Aprender fora da sala de aula e a fazer coisas concretas é mais fácil”, salienta, antes de acrescentar: “não ouvimos apenas, aqui aplicamos o que sabemos”.

A mesma ideia é salientada pela professora e coordenadora de curso, Elsa Mota. No âmbito deste projeto, os estudantes podem “sair da zona de conforto, para chegar à aprendizagem”. “A possibilidade de, no final, poderem dizer ‘eu fiz isto’ é também muito importante”, acrescenta a professora, nomeadamente numa área profissional em que o portefólio assume especial relevância.

Por outro lado, o objetivo final do trabalho – a criação de uma plataforma multimédia sobre a arte urbana em Lisboa – obriga à divisão de tarefas entre os alunos da turma. Para além de fazer entrevistas, é necessário fazer contactos, editar imagens e vídeo ou desenhar o website, por exemplo. Acima de tudo, destaca Elsa Mota, “é necessário trabalhar em equipa”, o que também resultará no desenvolvimento de competências.

Estas são, precisamente, algumas das metas do projeto europeu UP2U. A metodologia prevê a integração de ambientes de aprendizagem dentro e fora da sala de aula, numa lógica de projetos transversais a várias disciplinas. Para mais informações, poderá visitar www.up2university.eu