Passar para o Conteúdo Principal
 

RCTS ao serviço da medicina

RCTS ao serviço da medicina

A importância da telepresença e da videoconferência é cada vez maior e é, há muitos anos, uma forte aposta da unidade FCCN. Além de reduzir custos de forma significativa e representar uma maior flexibilidade ao dispor da comunidade para reuniões pontuais, esta tecnologia vai mais longe. É o caso das salas de Educação Virtual Dr. Paul Janssen, que ligam as Faculdades de Medicina de Lisboa, Porto, Coimbra e Açores entre si e a outras academias e investigadores a nível nacional e internacional.

O tráfego destas infraestruturas é realizado através da nossa RCTS – Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade – e agora celebram o seu primeiro ano de existência, com a mais recente tecnologia de ponta disponível para serviços de videoconferência. “A conjugação dos esforços das Faculdades de Medicina de Lisboa, Porto, Coimbra e Açores, com o contributo inestimável da Janssen, permitiu aperfeiçoar o exercício da medicina através do conhecimento teórico e prático, partilhando entre vários investigadores e em rede conhecimento, interrogações e soluções”, considerou o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado.

As vantagens saltam à vista. A qualidade de imagem dos equipamentos e o débito da rede RCTS permitem captar todos os detalhes necessários. Isto permite, por exemplo, que os internos do Hospital de Santa Maria têm a possibilidade de acompanhar cirurgias através destas salas. No Porto, reforçou-se a cooperação entre Brasil e Portugal.

Durante o primeiro ano de operação, estas salas já receberam várias aulas, sobretudo entre as universidades de Coimbra e dos Açores. Os benefícios são notórios, já que “estas salas permitiram melhorar e inovar o ensino das aulas teóricas. Até agora tínhamos de condensar numa semana mais de 20 horas de matéria teórica. Estas aulas são agora distribuídas ao longo do semestre, ou seja, conseguimos ter um plano pedagógico mais concertado. Além das mais-valias em termos formativos, tivemos a oportunidade de eliminar custos associados a viagens, estadias e alimentação”, explicou Raquel Seiça, professora catedrática da Universidade de Coimbra e investigadora do Instituto de Imagem Biomédica e Ciências da Vida-IBILI.

Uma iniciativa de valor que “passa por nós” e que demonstra a importância da RCTS.

Foto: Ministério da Saúde. Todos os direitos reservados.