As Jornadas FCCN são o principal ponto de encontro anual das diversas comunidades de gestores e utilizadores das plataformas avançadas de colaboração, computação, comunicação e de outros serviços digitais disponibilizados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através da FCCN.    

Em 2026, a cidade do Porto recebe a iniciativa, que se realiza na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, contando com o apoio desta Instituição de Ensino Superior como principal parceiro, entre os dias 5 e 7 de maio.  

A organização desta edição é dirigida por João Gomes, diretor de área da FCCN, unidade de serviços digitais da FCT, que partilha as suas expectativas para o evento e alguns dos momentos principais.   

Qual é que é a importância das Jornadas FCCN? 

Este evento é um excelente ponto de partilha de conhecimento, principalmente, para as comunidades do Ensino Superior e de Investigação. Ao longo dos anos, as Jornadas têm vindo a crescer bastante em audiência, porque também a FCCN tem alargado o seu âmbito de atuação e, portanto, temos cada vez mais serviços em diferentes áreas. Antes, era um evento somente tecnológico, focado principalmente em redes e em alguns serviços avançados. Entretanto, avançámos muito noutras áreas, como a do Conhecimento ou Colaboração, mas também expandimos na Computação, que é como um “voltar às origens” da FCCN. 

O que distingue esta edição das anteriores?  

Esta é a 17.ª edição das Jornadas FCCN. A génese deste evento passou também pelo Porto   e agora, 15 anos depois, regressa à Cidade Invicta. Voltamos também a uma instituição de ensino, algo que não acontecia há 2 anos, e que muito valorizamos para estarmos perto da comunidade.  

Apesar de continuamos a alargar os temas abordados no evento, este ano há uma temática que é incontornável e que a comunidade tem vindo a mostrar interesse: a Inteligência Artificial (IA) e a sua evolução, principalmente a IA generativa. Portanto, vai ser um ponto importante para a partilha dos melhores casos de uso. Vão ser discutidas boas práticas, apresentando também o nosso serviço IAedu. O próprio projeto AMALIA vai estar também em destaque, de forma à comunidade poder saber como tirar partido deste LLM português.  

Outra área que também está em grande evolução e atividade é a Computação e, nesse sentido, haverá grandes novidades durante o encontro. A cibersegurança continua também presente, com toda a onda da transformação digital. 

Na temática do Conhecimento daremos destaque ao acesso aberto, e a novidades de outros serviços e, em Colaboração, o foco estará na vertente Multimédia. Não esquecendo também a área de infraestruturas, com novidades em redes e autenticação federada. 

Esperam-se muitas novidades relacionadas com as entidades que apoiam o evento, os nossos patrocinadores, que este ano alcançam o maior número de sempre. Por fim, temos o regresso do Innovation Hub, e também o Zapping da Comunidade, momentos que permitem apresentações da própria comunidade eque divulgam ideias e projetos que estejam a moldar o Ensino Superior e na ciência. 

Definitivamente, também o Jantar Social no Palácio da Bolsa é um ponto alto, especialmente pela beleza e simbolismo do espaço que acolhe este momento nesta edição.   

O que pode revelar sobre os Keynote Speakers deste ano? 

Nesta edição, teremos dois Keynote Speakers, que refletirão sobre temáticas diferentes, mas que em muito se relacionam com as Jornadas FCCN.  

O Engenheiro António Murta fará a ponte entre a investigação pura, a inovação e o valor para as empresas. Irá abordar casos de uso da aplicação da IA na área da saúde.  Professor universitário, é também um empreendedor que está a apoiar startups na sua geração de riqueza, sendo, por isso, uma pessoa que vem aproximar a investigação pura e fundamental da criação de valor para o país.  

Rui Campos, professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, é o segundo Keynote Speaker do evento, que no dia 6 de maio irá focar a sua intervenção na temática das redes e em como se pode repensar a Conectividade atual, indo além das infraestruturas tradicionais.  

Qual a importância da Universidade do Porto como parceira? 

Ter a Universidade do Porto como parceira principal desta edição é, sem dúvida, uma oportunidade de colaboração e de inovação para o encontro.  

Além de todo o contributo das equipas da Universidade na organização, programa e evolução do evento, esta relação permitiu que o evento se realizasse este ano num espaço único, num edifício de arquitetura singular: a Faculdade de Economia, o que permitirá uma experiência diferenciada aos participantes. Entre os vários espaços da Instituição, destaca-se os Passos Perdidos, um salão aprazível para a zona dos expositores e para refeiçõesque permitirá a partilha de experiências e demonstrações.  

Considera que as Jornadas FCCN têm despertado mais interesse das pessoas? 

Nos últimos anos, temos sentido um interesse crescente no evento. Nas primeiras Jornadas FCCN, o número de participantes não chegou aos 200, e, no ano passado, estiveram presentes mais de 830 pessoas. Este ano, os números serão, mais uma vez, certamente ultrapassados, pelo que acredito que serão umas Jornadas vibrantes a esse nível.  

Temos, por outro lado, vindo a receber muitas inscrições do norte do país, bem como de muitas pessoas que vêm às Jornadas pela primeira vez, o que é sinónimo de renovação da comunidade e do evento. É ótimo ter connosco quem já participa com regularidade, pela empatia e afinidade que se sente, mas é também enriquecedor ver caras novas, que trazem ideias e partilhas diferentes ao evento.  Recebemos ainda também cada vez mais pessoas fora do ensino superior – temos alguns exemplos da área da saúde – que começam a manifestar o seu interesse em estarem presentes. 

Acredito que todo este crescimento tem vindo a consolidar as Jornadas FCCN como um dos eventos mais relevantes para o Ensino Superior em Portugal e esperamos continuar a evoluir nesse sentido. 

Quais são as oportunidades de networking e colaboração que as Jornadas FCCN proporcionam? 

São vários os momentos que permitem a troca de experiências e networking durante os três dias de evento.  

Em primeiro lugar, as várias sessões, tanto as mais generalistas, como as especializadas numa temática que permitem a troca de ideias e o contacto direto.  

O segundo ponto é a zona dos patrocinadores, um espaço de passagem, mas também de descanso e networking em que os participantes podem conhecer as novas soluções das empresas e estabelecerem parcerias. 

 Momentos sociais como a Happy Hour e o Jantar social têm também este objetivo de troca de experiências, mas de uma forma mais descontraída e informal.  

Quer deixar uma mensagem para as pessoas que ainda estejam indecisas sobre participar nas Jornadas?

As Jornadas FCCN deste ano vão decorrer numa bela cidade. Temos temas e pessoas intelectualmente interessantes, que se irão reunir num belo edifício em termos arquitetónicos. Já ultrapassamos as 700 inscrições, portanto, é preciso que se apressem antes que esgote! 

Últimos artigos